Gorduras Boas - Existem Mesmo?

Por: Juliana Klengel - Nutricionista CRN3 58066

Você já ouviu o termo “gorduras boas”, mas nunca entendeu como uma gordura pode ser boa? Então leia este post até o final.

As gorduras boas são as gorduras insaturadas, os famosos ômegas! São ácidos graxos essenciais para a saúde, pois equilibram os níveis de colesterol, evitam inflamações, diminuem os riscos cardiovasculares, preservam a saúde do sistema nervoso, auxiliam na absorção de vitaminas (A,D, E, K), lubrificam articulações, atuam na produção de hormônios sexuais e ainda fornecem energia ao corpo. 

Existem 4 tipos de ômega:

  • Ômega 3 – existem três tipos de ômega 3: o ácido docosahexaenoico (DHA), o ácido eicosapentaenoico (EPA) e o ácido alfa-linolênico (ALA), eles são encontrados em peixes gordurosos, como salmão, cavala, sardinha e atum e nas sementes de chia e linhaça. Além disso, o ômega 3 também pode ser consumido na forma de cápsulas, que são vendidas em farmácias e lojas de produtos naturais e suplementos. O importante ao comprar as cápsulas é garantir que tenham a dose adequada para sua faixa etária e que seja livre de mercúrio.
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  • Ômega 6 – o ômega 6, chamado de ácido linoleico (AL), depois de ingerido é convertido em ácido araquidônico (AA), que ajuda no crescimento celular. No entanto, seu excesso pode desencadear uma série de processos inflamatórios no organismo e por isso é fundamental que haja o consumo maior de ômega 3 para balancear o ômega 6. Ele é encontrado no azeite de oliva, óleos de soja e de milho, nozes, semente de girassol, amêndoas, amendoim e castanha-de-caju.
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  • Ômega 7–  também conhecido como ácido palmitoleico, foi descoberto mais recentemente e é encontrado apenas no óleo de macadâmia e na Seaberry, um fruto típico do planalto tibetano. Ao contrário dos ômegas 3 e 6, este ácido graxo não é considerado essencial, o que significa que ele é produzido pelo organismo.
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  • Ômega 9 – também é conhecido como ácido oleico e assim como o ômega 7, este tipo também é produzido pelo organismo. No entanto, só pode ser aproveitado pelo organismo com a ajuda dos ômegas 3 e 6. Por isso, a regra de ouro no consumo dos ácidos graxos é, mais uma vez, o equilíbrio. Ele é encontrado em alimentos como azeite de oliva e nos óleos de abacate e de amêndoa. 

Vale lembrar que existe uma proporção adequada de ingestão entre eles, por isso sua suplementação deve ser orientada por um profissional. 

JULIANA KLENGEL

NUTRICIONISTA

CRN3-58066