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Dia Internacional do Idoso

Países de todo o mundo estão vivendo o crescimento da população idosa. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), podemos classificar como idosos as pessoas com mais de 65 anos de idade em países desenvolvidos e com mais de 60 anos nos países em desenvolvimento.

Segundo dados do Ministério da Saúde, o Brasil tinha a quinta maior população idosa do mundo até 2016. As estimativas apontam que, em 2030, o número de brasileiros com 60 anos ou mais triplicará.

No entanto, ainda de acordo com a OMS, apesar da expectativa de vida do brasileiro crescer, não significa, necessariamente, que essas pessoas terão boa saúde. Por isso, é preciso estimular os hábitos saudáveis, principalmente nesta população.

Hidratação

Pessoas com mais de 60 anos sofrem uma diminuição do número e da sensibilidade de receptores corporais que controlam a sede. Sem perceber, eles sentem menos vontade de beber água – mas o corpo continua necessitando de uma boa quantidade de líquidos para que todo o organismo funcione bem.

Frutas, Verduras, Legumes e Proteínas Magras

Durante toda vida, o cardápio cotidiano deve sempre ser rico em frutas, legumes e verduras. Uma alimentação colorida, com alimentos frescos, torna-se mais nutritiva, fornecendo vitaminas, minerais e fibras. Vale lembrar que as fibras ajudam a afastar problemas de constipação (intestino preso), uma das síndromes que mais atrapalham a saúde da terceira idade. Porém, o consumo de fibras deve estar aliado ao consumo correto de água para que não ocorra justamente o efeito contrário, atrapalhando ainda mais o funcionamento intestinal.

Já as proteínas magras devem fazer parte da alimentação, principalmente dos idosos, uma vez que essa população sofre naturalmente de sarcopenia (perda de massa muscular). Devido à dificuldade de mastigação, é comum os idosos abandonarem as carnes. No entanto, é importante manter o seu consumo, variando entre carne vermelha, peixes, aves, ovos, leite e seus derivados, bem como alimentos que contenham ferro como feijão, rúcula, agrião, a fim de prevenir quadros de anemia.

Uma boa dica que a nutricionista Juliana Klengel dá é realizar preparações que facilite o consumo das carnes, como moída ou bem cozida para que fique mole, de fácil mastigação.

Interação

Já foi comprovado que as pessoas mais velhas podem sofrer com a perda do paladar, o que acaba prejudicando o apetite e até mesmo a qualidade de vida. Essa falta de apetite favorece as deficiências nutricionais e podem desencadear doenças graves. Por isso, é preciso estimular uma alimentação saudável.

Para isso, uma boa dica é realizar as refeições na mesa, com toda a família reunida e em horários regulares. Esse hábito, além de estimular uma melhor alimentação, promove a socialização e integra o idoso.

Atividade Física

Mais equilíbrio, força e disposição. Prevenção de osteoporose, sarcopenia, diabetes, depressão. A lista de benefícios para quem pratica atividade física é grande. O sedentarismo é considerado um dos principais fatores de risco para diversas doenças crônicas.

Além disso, a prática de atividades físicas contribui para o aumento do apetite, melhora na qualidade do sono e promove o bem-estar. Para estimular esse hábito, procure uma atividade que agrade e atenda às necessidades do idoso. Você também poderá acompanhá-lo em algumas atividades, como uma caminhada no parque.

Memória e Cognição

Além de estimular as atividades físicas, também é necessário estimular atividades intelectuais com o objetivo de fortalecer a memória e as funções cognitivas do idoso. Hábitos simples, como fazer caça-palavras, jogar cartas, ler livros e até mesmo frequentar cursos, podem fazer toda a diferença, mantendo as conexões neurais ativas.

A atenção à saúde do idoso é fundamental para uma boa qualidade de vida. Atenção, respeito, carinho e zelo fazem parte do manejo para tratar essa população. Ao tentar aplicar mudanças de hábitos a eles, fale de forma clara e objetiva, e o mais importante participe! Realize essas mudanças em conjunto com eles e isso se tornará muito mais prazeroso.

Por: Juliana Klengel – Nutricionista