Jejum Intermitente

Por: Dani Christoffer

jejum intermitente pode ajudar a melhorar a imunidade, favorecer a desintoxicação do organismo e também melhorar a disposição e agilidade mental. 

Para conseguir os benefícios, a estratégia mais comum para iniciar este jejum é ficar sem comer por 14 horas, apenas ingerindo líquidos, como água, chá e café sem açúcar.

Mas segundo a Nutricionista Sara Singer, é preciso atenção, pois este estilo de vida só é aconselhado para pessoas saudáveis e, ainda assim, é necessário o consentimento e apoio de um nutricionista ou médico, para garantir que seja bem feito e faça bem para a saúde.

Como fazer?

Normalmente, no caso de nunca se ter feito jejum, pode ser recomendado pelo médico ou nutricionista fazer o jejum intermitente 1 vez por semana por no máximo 16 horas, mas o período sem comer pode aumentar de forma gradual, ou seja, pode começar fazendo 12 horas e à medida que vai havendo adaptação, é possível aumentar o período de jejum.

Antes de iniciar o jejum, é recomendado fazer uma refeição com baixo teor de carboidratos, pois assim é possível ficar sem fome durante o jejum. 

Nas primeiras 4 horas, é utilizado pelo organismo a energia fornecida pela última refeição. Após esse período, o corpo começa um processo de autofagia, em que a fonte de energia é fornecida pelas próprias células do organismo que contém glicose, o que favorece a queima de gordura – explica a Nutri Sara.

No período em jejum, estão liberados água, chás e café, sem a adição de açúcar ou adoçantes. É comum nos primeiros dias sentir muita fome e, nos dias seguintes, se habituar. Tudo é questão de persistência!

O que comer depois do jejum?

Após um período sem se alimentar, é recomendado comer alimentos de fácil digestão e de baixo índice glicêmico, evitando o excesso de gorduras ou açúcares, pois assim é possível garantir os resultados do jejum intermitente.

Alimentos aconselhados! Anotem!

Após o jejum, é importante fazer uma refeição com baixo índice glicêmico para garantir uma boa capacidade digestiva e o bem estar, que pode incluir:

  • Cogumelos;
  • Batata doce;
  • Abobrinha;
  • Quinoa;
  • Peito de frango;
  • Sardinha ou atum enlatado;
  • Brócolis
  • Espinafre;
  • Tomate;
  • Repolho;
  • Couve-flor;

Após o jejum, algumas frutas que podem também ser consumidas juntamente com a refeição são maçã, morango, framboesa e mirtilo.


Principais benefícios?

Os principais benefícios do jejum intermitente são:

  1. Regula os níveis de colesterol e triglicerídeos: A alimentação realizada antes e após o jejum são pobres em açúcar e gordura, além de favorecer a eliminação do excesso de gordura que pode estar acumulada no organismo, ajudando a melhorar os níveis de colesterol;
  2. Acelera o metabolismo: Ao contrário da crença que jejum pode diminuir o metabolismo. E só é verdade em casos de jejuns muito longos, como acima de 48h, mas, nos controlados e curtos, o metabolismo fica acelerado e favorece a queima de gordura; 
  3. Regula hormônios, como insulina, noradrenalina e hormônio do crescimento: ajuda a equilibrar hormônios do corpo que estão associados a perda ou ganho de peso;
  4. Não favorece a flacidez: Esta dieta não diminui a massa muscular como em outras dietas que fazem uma grande diminuição de calorias e, além disso, ajuda a aumentar o músculo devido a produção do hormônio do crescimento.
  5. Tem ação anti-envelhecimento: porque estimula o organismo a viver mais, evitando doenças e fazendo os órgãos e tecidos do corpo viverem mais tempo.
  6. Além disso, ao realizar esta dieta, devido a regulação hormonal, as pessoas podem sentir seu cérebro em alerta e ativo, além de apresentarem sensação de bem estar.

Quando não é indicado?

Este hábito deve ser contraindicado em qualquer situação de doença, especialmente em casos de anemia, hipertensão, pressão baixa, insuficiência renal, ou para quem utiliza remédios controlados diariamente. 

Assim, a realização do jejum intermitente não é indicado para pessoas com histórico de anorexia ou bulimia, com diabetes, crianças pequenas, pessoas com pouco peso ou que tenham pressão arterial baixa e mulheres grávidas ou que estejam amamentando.

“No entanto, mesmo pessoas aparentemente saudáveis, devem consultar o médico para avaliar como estão as condições do corpo e realizar exames, e principalmente avaliar a glicemia, antes de iniciar este tipo de dieta” – Nutri Sara Singer. 

Não adianta começar a fazer uma dieta da moda sem acompanhamento médico, se queremos um efeito duradouro, a dica é mudar o estilo de vida e usar as dietas para trazer mais saúde!

Vamos que vamos!